Polis (tica)!
A esquerda portuguesa, e quando aqui refiro esquerda refiro-me em termos de espectro parlamentar ao PS, Verdes, Bloco e PCP, ficou sem Rei nem roque.
Acreditaram sempre que o Presidente da República (PR) teria a manutenção dos ideais de esquerda e a não viragem acentuada à direita, como razões para determinar a dissolução da Assembleia da República (AR) e a consequente marcação de eleições antecipadas.
Mas não foram capazes de fazer passar para o PR, a ideia da direita desvairada e desregrada, populista e demagoga, que tanto apregoaram significar a junção de Pedro Santana Lopes (PSL) e Paulo Portas (PP).
Pois é, o PR não convencido cabalmente dos perigos desta direita chamou-a a formar Governo, crente na força e maturidade da Democracia portuguesa para reagir a quaisquer extremismos - o que me parece uma opção que só dignifica a nossa democracia e talvez represente um passo de gigante para a mesma. É que a democracia portuguesa tem 30 anos e precisa que nela confiem e acreditem – não lhes deu o esperado sufrágio.
O PCP, pareceu-me nem querer acreditar que o PR, sempre ala esquerda do PS, pudesse ter feito tal coisa, criticou, como lhe assiste, mas ficou no vazio de ter de lutar contra dois fenómenos de capacidade de aproximação a uma faixa larga do elitorado, não será nada fácil.
O Bloco reagiu, coerente com a sua linha política, e será agora, provavelmente mais do que nunca, o líder da oposição (salvo melhoras do PS), já que terá como opositores um Governo e uma maioria que sendo mais populista e demagoga, melhor se adequa à sua linha de oposição, tantas vezes tão ou mais demagoga que os Governos a quem se tem oposto.
Os Verdes, existem porque existem, a reboque e para ajudar a juntar boletins ao PCP, são o que são e, se calhar, o que podem ser num pais ainda tão pouco verde. Quedam-se por conviver e auxiliar o PCP a conviver com o novo Governo.
O PS, quedou-se mudo e quedo… em choque, acredito eu!
Ana Gomes, desenfreada e desbocada, colocou o partido em situação de ainda maior choque ao questionar a opção política do partido ao apoiar o PR aquando das suas duas eleições e esquecendo que o PS também é o que é devido a Sampaio.
A senhora, que bem andou em Timor, desde que voltou à Lusa pátria só dá tiros nos pés, sendo impulsiva e inconsequente e, depois, teme a direita a quem acusa dos mesmíssimos defeitos.
Ferro Rodrigues, o maior perdedor de toda a situação política criada com a saída de Durão Barroso, comportou-se à altura e em nada ficou diminuído na sua condição de homem de bem e de valores, não obstante, insusceptível de ser indicado para Primeiro-Ministro (PM).
A sua demissão do cargo de presidente do PS, tem a honra de demonstrar que percebeu que o PR considerou que marcando eleições e vencendo o PS, não era Ferro que desejava ver no lugar de PM.
A sua demissão tem o condão de lhe evitar uma vitória escassa ou mesmo uma derrota no congresso do partido já tão próximo.
A sua demissão dá a um novo líder do PS espaço para, desapegado do caso casa pia, caladas as discórdias internas, cada vez mais acesas, em face de um líder recentemente eleito e em estado de bonança, criar uma nova acção de oposição, com um novo estilo – que se espera mais eficaz – e gerar em dois anos a vaga de fundo que lhe permita ascender ao poder.
Venha daí o Jorge Coelhone!!!
Afixado por: Eye of the tiger em julho 12, 2004 08:07 PMObrigado pela dica mas não creio, no blog configuro a minha escolha. E as minhas crenças.
Abraço
Afixado por: Ripri em julho 13, 2004 06:21 PM