Às vezes é assim, esta sensação estranha de coração apertado,
Às vezes é assim, esta forma de sentir o presente desesperado,
Às vezes é assim, este respirar arfado,
Às vezes é assim, viver o segundo sempre atrasado.
Outras não, somos o génio iluminado,
Outras não, somos o mundo de força encarnado,
Outras não, somos o futuro feito presente apaixonado,
Outras não, somos o tudo e o todo unificado.
Às vezes é, outras não, mas sempre ser!
Toma-te lá que já almoçaste!
Fiquei espantado de início e, depois, sorri cumplice para o monitor.
A directora da Playboy - versão brasileira - é Cynthia de Almeida... isso mesmo é uma MULHER!
Dêem uma olhada à entrevista que deu ao Correio da Manhã em
http://www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=90849&p=22&idselect=19&idCanal=19
É um facto; é a vida no seu melhor, surpreendente!
“Estão dar sal no Sul” – dizia eu ontem em jeito de remate a uma conversa sobre imprensa regional.

Desde há um ano o Sul (Algarve) está um pouco mais salgado. É que a CNA – Central de Notícias do Algarve, publica regularmente há um ano uma revista em encarte no Expresso, revista esta, dedicada ao Algarve na sua excelência e peculiaridade e que assume um nome concordante com o tema tratado.
Assim já saíram a “Sal a Sul”, a “Golfe a Sul”, a “Negócios a Sul”, a “Lazer a Sul” (com a edição para a Andaluzia com o nome “Ócio a Sul”), a “Saúde a Sul” e está na calha para o próximo Sábado a “Sal a Sul” - edição 2004.
O projecto é arrojado pela qualidade dos conteúdos e pelo cuidado gráfico e especialmente por ser encartado no jornal semanário de referência no pais, garantindo tiragens da ordem dos 40.000 exemplares, facto raro para uma publicação regional.
Sim, é um facto, eis-nos perante uma publicação regional, feita por gente de cá e, pasme-se, sem subsídios!
O projecto integrado na política de crescimento da CNA é uma aposta que se demonstrou ganhadora e que afirma a imprensa regional com uma qualidade mais do que assinalável.
Um ano depois eis-me a dizer isto, porque há que espera que os projectos se provem a si mesmos.
Salgou-se o Algarve com flor de Sal e abanou-se a imprensa regional – aviso meu para aquela imprensa regional que o ainda não tenha percebido – anunciando que quem não seguir as pisadas da qualidade agora demonstrada, e por via disso, tornada possível, se pode ir preparando para ir para a salga.
Parabéns CNA!
Eis que este blog se tornou fotogénico.
É verdade debatia-me eu com o facto de não saber como fazer para por fotos aqui no blog - e com a necessidade de não estar sempre a chatear o Paulo Q., ou qualquer outro bloger, para saber como se fazem as coisas - quando falando com um amigo me recordei que não havia no meu espectro de conhecimentos ninguém melhor que ele para me dizer como faze-lo.
Eis que me explicou e eis que agora o finisterra passa a estar mais composto.
Ei-lo fotogénico!
Obrigado Michael!
O comboio chegou a Faro a 1 de Julho de 1889, já com a construção das vias-férreas como responsabilidade do Estado, integrando a linha Sul e Sueste, sendo que, já nessa altura havia o projecto de estender a linha do Algarve até Espanha, o que até hoje se não verifica.

Não obstante só 115 anos depois em 6 de Julho de 2004, a linha electrificada chega a Faro e, mesmo assim, a electrificação da linha do Algarve faz-se em via única e só entre Faro e Tunes.

O plano de desenvolvimento da “alta velocidade” prevê a criação de uma linha-férrea Lisboa-Faro-Sevilha, mas nunca antes de 2018, mas a verdade é que só quem não tenha tido em atenção a forma como o investimento público em infra-estruturas estruturais no Algarve é que acredita que tal se venha a verificar em tão curto espaço de tempo.
De qualquer forma é emocionante ver um pendular parado em Faro e ouvir o silêncio das locomotivas eléctricas dos inter-cidades.
Faro e o Algarve ganham por via desta evolução uma nova centralidade e é dessa que a região mais precisa para se poder desenvolver.
Ó fogos desenfreados quanto do vosso mal é negligência de Potugal!
Mea culpa PORTUGAL!
Portugal está a arder!
Para situações radicais, soluções radicais, ou se calhar, para situações radicais, medidas acertadas e certeiras.
A Constituição da República Portuguesa (CRP) é clara: A todos é garantido o direito à propriedade privada e à sua transmissão em vida ou por morte, nos termos da Constituição. A requisição e a expropriação por utilidade pública só podem ser efectuadas com base na Lei e mediante o pagamento de justa indemnização. (CRP art.º 61, n.º 1 e 2).
Mas a CRP não se fica por aqui e determina também, que é tarefa fundamental do Estado “(…) defender a natureza e o ambiente, preservar os recursos naturais e assegurar um correcto ordenamento do território” (CRP, art.º 9, al. e)), mais definindo que, “Todos têm direito a um ambiente de vida humano, sadio e ecologicamente equilibrado e o dever de o defender” (CRP art.º 66, n.º 1) e que, “Incumbe ao Estado, por meio de organismos próprios e com o envolvimento e a participação dos cidadãos, salvaguardar a capacidade de renovação dos recursos naturais” (CRP art.º 66, n.º 2, al.d)).
É obvio que qualquer pessoa deve ter direito à propriedade privada e que, tendo-a, tem o direito de a gozar e determinar a sua gestão, da melhor forma que lhe aprouver.
Mas o direito à propriedade privada não pode, em qualquer caso, enquanto direito individual, sobrepor-se ao direito geral dos cidadãos a verem garantida a manutenção da qualidade ambiental do pais e a verem assegurada a salvaguarda de um meio de geração riqueza que é a floresta e demais áreas agrícolas e rurais.
Mais releva que, como supra fica claro, o Estado tem a seu cargo a obrigação de garantir que as florestas e demais áreas agrícolas não sejam postas em causa por qualquer fenómeno.
Nomeadamente, o Estado tem tal obrigação, adoptando políticas que evitem a prática de acções que ponham em causa tal recurso natural, mas também adoptando todas as medidas que provem ser necessárias para evitar que omissões ponham em causa os referidos recursos.
E é aqui exactamente que bate o ponto, por que medidas relativamente a evitar acções parecem-me haver suficientes, o que podem é ver maximizada a sua aplicação, mas medidas relativamente às omissões nem por isso.
É que me parece claro que, uma das razões pelas quais os fogos se propagam de forma tão alarmante em Portugal, se prende com a quantidade assustadora de matéria combustível que há na grande maioria da área rural/florestal do pais.
A falta de desmatação/limpeza das áreas sujeitas a incêndios de características não urbanas é gritante para qualquer pessoa.
Ora o Estado tem a obrigação de zelar pela desmatação/limpeza das áreas florestais/agrícolas que sejam sua propriedade e/ou domínio público – e se não o faz deveria por isso ser processado por omissão – mas, a verdade é que a grande maioria do território nacional e, pois, a grande maioria das zonas florestais/rurais é propriedade privada.
Ora se assim se verifica deveria haver legislação, se a há desconheço-a - e mais grave do que isso desconheço, e não creio que exista, a sua aplicação - que pusesse cobro à omissão dos privados na desmatação/limpeza dos seus terrenos.
Assim, parece-me claro que é a melhor forma de por cobro, com uma medida eficaz, a propagação desenfreada dos fogos.
Sugiro, pois, que seja adoptada legislação, respeitando o direito à propriedade privada, que determine a obrigação de desmatação/limpeza dos terrenos agrícolas/florestais com uma periodicidade mínima de um ano, para as áreas rentáveis e/ou rentabilizáveis e de dois anos, para as áreas não rentáveis ou rentabilizáveis, a realizar por conta dos seus proprietários.
Mais se devia determinar, que em caso de incumprimento de tal Lei o Estado, de acordo com um plano nacional de áreas prioritárias de intervenção preventiva de fogos, poderia por via administrativa intervir nas propriedades privadas procedendo à sua desmatação e limpeza a custas do proprietário, sendo que, o não pagamento de tais encargos seria determinante de acção judicial, a correr sobre forma processual célere, destinada à execução por dívida do proprietário, face à qual responderia prioritariamente o terreno alvo da intervenção.
O Estado deveria também determinar a existência de meios de crédito bonificados destinados a financiar a juros reduzidos - e/ou a existência de benefícios fiscais decorrentes dos gastos efectuados – as operações de desmatação/limpeza dos terrenos.
Mais me ocorre que para tal fosse elaborada, por quem seja capaz e tenha conhecimentos para o efeito, uma petição on-line destinada a ser entregue na Assembleia da República agendado um debate sobre estas propostas ou outras que, melhor defendam o interesse do pais nesta questão.
Para situações radicais, soluções radicais, ou se calhar, para situações radicais, medidas acertadas e certeiras.
Portugal está a arder!
Mais um ano em que o pais arde de Norte a Sul sem que os bombeiros e demais entidades e pessoas possam fazer qualquer coisa para o evitar, não obstante os reconhecidos esforços (vv. Calor I – Ofogo e Portugal! – 26/07/2004).
O aumento de meios humanos e materiais e o aumento do investimento na prevenção, nomeadamente, na desmatação e abertura de caminhos corta-fogo, que parece ser aceite por todos, não chega definitivamente para por cobro à situação catastrófica que, todos os anos, se vive no pais.
Cumpre ao estado o dever de aumentar os meios técnicos, materiais e humanos no sentido de por cobro à situação, isto é claro. Mas não chega, creio eu.
Para situações radicais, soluções radicais, ou se calhar, para situações radicais, medidas acertadas e certeiras.
Polis (tiquisse)!
No outro dia falava com um amigo sobre o futuro político do pais e ficou-me uma frase dele que me dá que pensar:
- Temos de ver os efeitos de Pedro Santana Lopes (PSL) e José Sócrates (JS) - se for eleito Secretário-Geral do Partido Socialista (PS) – no eleitorado feminino.
E eis que o que me ocorreu foi ver os dois titãs do bem parecido no engate ao eleitorado feminino, PSL de Carrera e JS de Jaguar. Vai ser lindo vai!
Agora um pouco mais sério, a questão que se coloca sobre o comportamento das mulheres não é de todo despicienda, muito pelo contrário! Basta pensar no número de eleitoras em comparação com o de eleitores, mesmo que tendo em linha de conta o nível da sua participação em actos eleitorais.
Uma coisa está certa, JS neste campo do voto por atracção física das camadas femininas - se for eleito Secretário-Geral do PS - já deu um a zero em PSL, pois é claro que ganha a João Soares e a Manuel Alegre e claro também é que ganharia sempre pois PSL, que se saiba, não foi a votos no seu partido.
Cumpre fazer notar que não considero que as mulheres portuguesas votem de acordo com critérios de atracção física aplicados aos candidatos mas, claro está que a imagem do político que se propõe a votos é muito determinante nos dias que correm. Para todos homens e mulheres.
Com as actuais temperaturas e os fogos que lavram um pouco por todo o pais Portugal decidiu recorrer ao Mecanismo Comunitário de Protecção Civil, razão pela qual a Grécia já enviou dois aviões Canadair para auxílio dos meios aérios portugueses.
Cumpre aqui deixar o meu agradecimento e o de todos os portugueses, creio eu, aos 472 corpos de bombeiros de Portugal e aos 41.110 bombeiros, dos quais 32.844 são voluntários (in http://www.snbpc.pt).
Mais cumpre agradecer para já à Grécia o seu apoio com dois aviões canadair e aos demais países que ajudem Portugal em mais uma época de incêndios.
OBRIGADO!
Mas isto não basta, prevenir é absolutamente necessário e para isso é preciso muito mais do que repetir esta frase.
Estamos debaixo de temperaturas atrozes. Por aqui, no Sábado 40 graus, ontem 44 e hoje não menos de quarenta creio eu, blogar assim é um martírio e trabalhar nem vos conto.
O Sol e este bafo ardente a que, normalmente, chamamos vento vão acabar por nos endoidecer até Quinta-feira se se lograrem certas as previsões meteorológicas.
Até lá bebam muita água, mexam-se tão pouco quanto vos for possível e resistam!
O que Portugal tem assistido este ano é entristecedor, a partida de tantos relevos nacionais deixa-nos, de cada vez, mais pobres… Ficam as memórias e os feitos.
A guitarra portuguesa* perdeu hoje a sétima corda!
Deixou-nos sós a cantar a saudade Carlos Paredes – o génio da guitarra – ficamos com saudade daquele que a sabia dizer a ela, a saudade, como ninguém.
Para sempre fica-nos o correr das mãos sobre as cordas e a postura corcunda de quem, a tocar, fala com a guitarra e lhe pergunta – Minha musa leva-me contigo e diz-me como sentes o que eu te digo que sinto.
Não voltaremos a ter o enorme previlégio de o ouvir dedilhar no cume da mestria.
Mas fica-nos o som gravado e a capacidade eterna de poder mostrar a qualquer pessoa como se toca a saudade, aquela portuguesa e única, vivenciada diariamente e intradutível.
*(www. attambur.com/Recolhas/a_guitarra_portuguesa.htm)
A «guitarra portuguesa» é um cordofone com a caixa harmónica piriforme - o bojo ou cabaço -, sem enfranque, a aguçar para o braço, e de fundo chato e tampos aproximadamente paralelos. A sua boca é redonda; arma com seis ordens de cordas todas metálicas, as três primeiras com cordas lisas, as três últimas com corda lisa e bordão em oitava.
Polis (tica)!
Eu não queria ter de, eu temia, eu previ e ei-los!
Eu não queria ter de dizer o que se segue sobre o Primeiro-Ministro (PM) Pedro Santana Lopes (PSL), mas tem de ser por coerência e porque a razão ainda deve prevalecer.
Eu temia que assim fosse, que o seu comportamento na posição de PM se viesse a mostrar uma cópia da sua normal intervenção política. Temia, acima de tudo, que não fosse capaz – como o foi Paulo Portas, honra lhe seja feita – de assumir uma postura de Estado, contida e eficaz.
Eu previ (vv. A situação política! Pedro Santana Lopes – 29/06/2004; A escolha do Presidente I – 12/07/2004) que PSL não teria a desejada postura de Estado, para mal do pais e para seu mal.
E ei-los; os erros!
1 - A indicação dos Ministros das Finanças e dos Negócios Estrangeiros antes do restante executivo, embora nada lhe seja oponível em termos constitucionais/legais, foi um erro de oportunidade e um dar a mão à palmatória ao Presidente da República (PR).
Avisado que foi pelo PR da sua vigilância, que todos sabemos poder apenas ser parcialmente efectiva por força da decisão tomada, do calendário eleitoral e da duração do próprio mandato, PSL foi logo a correr apresentar os dois ministros de duas das áreas sujeitas à vigilância presidencial – PSL o menino bem comportado.
2 - A ideia peregrina de descentralizar os Ministérios e/ou as Secretarias de Estado, como o da Agricultura para Santarém ou a do Turismo para Faro – que bem que nos caía esta por cá – é uma autêntica armadilha a si mesmo e à sua fiabilidade.
As ideias são populares e a descentralização do poder é sempre bem vista, mas a sua exequibilidade, para mais em tempo de vacas magras, é uma ironia de mau gosto, (a propósito veja-se http://www.jaquinzinhos.blogspot.com "o monstro das bolachas" peça bloguistica de exímia execução).
3 – As tomadas de posse. Na tomada de posse dos Ministros, Paulo Portas - exímio na estratégia de contenção - não conseguiu disfarçar o seu espanto quanto aos Assuntos do Mar, foi no mínimo risível o espanto.
A troca de Secretários de estado à boca da tomada de posse é absolutamente imperdoável sobre todos os pontos de vista. A Presidência da República e o próprio Governo, para já não falar dos Secretários de Estado atingidos, merecem enquanto órgãos de soberania maior respeito.
4 – A promessa de descida no IRS, muito embora possa ser positiva para as famílias portuguesas – dependendo da forma como for executada – e seja certamente popular é uma promessa demasiado arriscada para quem tem uma execução orçamental apertada, muito embora os efeitos de tal previsão no Orçamento de estado de 2005 só venha a produzir efeitos faseadamente.
Assim PSL não pode continuar se quer ter credibilidade, fiabilidade e ser consequente, o que é popular é genericamente efémero e factos políticos, mesmo que se tentem criar diariamente, são coisas que demoram tempo e exigem esforço a criar e cujas consequências são, as mais das vezes, difíceis de prever e/ou controlar.
Alguém de dizer ao PM que postura de Estado já não tem de ser o que era mas, continua a ser o que sempre foi.
Polis (tica)!
Durão Barroso foi hoje eleito, por uma maioria confortável, Presidente da Comissão Europeia, orgão executivo da União.
Cumpre notar que, desde que vivemos em Democracia em terras Lusas, nunca um português ocupou um lugar de tão elevada importância nas instituições internacionais.
A meu ver, o mais próximo de tal relevo foi Freitas do Amaral quando ocupou o cargo de Presidente da Assembleia Geral da ONU.
Durão Barroso terá agora a herculea tarefa de tentar gerir com "consensos dinâmicos" a sêde dos paises da UE por determinadas pastas, vejamos que tal se sai Barroso a conter os desvarios de poder da Alemanha, da França e do Reino Unido, bem como, da Polónia entre os novos membros da União.
Esperemos que Barroso consiga ser um durão e faça vingar a qualidade dos Comissários para além dos interesses, mais ou menos legítimos, de cada Estado- Membro.
Poli (tiquisse)!
Assisti ontem à entrevista dada por Pacheco Pereira à SIC notícias no programa da grande Maria João Avilez e fiquei com uma ideia!
Dizia Pacheco mais ou menos isto, sobre Santana Lopes. - não me move nenhuma animosidade, eu tenho uma ideia sobre a pessoa e sobre o estilo.
Fiquei a saber que o Pacheco tem uma ideia e que não é animica!
Tomei nota.
E perdi-me no olhar de Itália, misto de Sardenha e Rússia de arraiais assentados numa Alemanha.
Da Alemanha só o assentamento, da Itália o olhar descomprometido, aberto e perturbador, da Rússia a fronte rígida que nos desfaz de cada vez que se distende de vontade.
Das férias a cor da pele bronzeada, a um extremo de enlouquecer, por um Sol de Biarritz, Barcelona e Algarve.
E os lábios sulcosos de mediterrâneo, sublinhados por uma mosca alargada e suaves contornos.
E o torso largo de adormecer aninhado, de mamilos vermelhos, pequenos, fazendo lembrar a criança que lhe baila no olhar quando sorri.
E o resto, o resto fica cá no sítio onde ficam as memórias.
Afinal ainda sou capaz, nem que seja por momentos de me aninhar e de me sentir em casa.
Os encontros têm destas coisas dão-se de carro quando passas e olhas para alguém, a minha lata, às vezes surpreende-me!
Foi há exactamente 35 anos!
Aos 20 dias do mês de Julho do ano de 1969 que Neil Amstrong – não esqueçamos que acompanhado por Edwin Aldrin – deu o primeiro passo na Lua.
O Homem chegava, finalmente, ao satélite natural terrestre reflector do Sol, àquela bola cheia de crateras com aproximadamente 3.500 km de diâmetro.
Aquela mesma que se tentarem ver hoje se encontra em quarto minguante côncavo com apenas 2% da sua área visível. Cheia só para dia 31 de Julho e 1 de Agosto.
“Um pequeno passo para o Homem, um salto gigantesco para a Humanidade”, dizia Amstrong e com razão.
Mas, mais que tudo isto, a Lua ainda é aquela mesma bola encantada que nos faz vibrar e sonhar, que delicia poetas e iletrados com o mesmo encanto e fulgor, servindo de musa a ambos e a tantos outros.
Ainda é a luz dos desalumiados deste mundo nas noites escuras de breu e quem guia as crianças no seu primeiro olhar sobre o firmamento, ora atraindo-as para olharem para o tecto escuro da noite, ora atraindo-as para fora dom ventre materno para olharem para a vida.
A Lua é tudo isto e muito mais e visita-nos todos os dias, nós em troca fizemos-lhe a visita de honra uma única vez mas, vivemo-la em cada noite que passa e cantamo-la, prestando-lhe, assim, a nossa maior homenagem.
Polis (tica)!
O Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE), última instância judicial da EU (a primeira é o TPI - Tribunal de Primeira Instância), decidiu anular a decisão do CUE (Conselho), reunido sobre a forma de Conselho de Ministros das Finanças, de suster os processos de sanção à França e Alemanha por violação do PEC (Pacto de Estabilidade e Crescimento) em virtude de excessivos défices públicos.
O poder judicial decidiu assim em cumprimento do Tratado e sobrepôs a sua posição, a meu ver bem, à posição absolutamente política do Conselho.
Ficou claro, ainda bem, que em termos de EU, não obstante o seu sistema de controlo judicial ser muito específico e juridicamente intrincado, o TJUE pode opor-se a uma decisão política violadora do Tratado e, mais e melhor que isso, ficou claro que o faz quando tal se impõe.
A Comissão, na pessoa do seu Presidente, Romano Prodi, regozijou-se com a sentença do TJUE, o que não surpreende em face das posições anteriormente tomadas, mantendo-se assim coerente com a sua postura de defensora do PEC.
E aqui é que bate o ponto. É que o PEC é, sem dúvida, o principal instrumento de garantia da estabilidade do Euro e da sua fiabilidade em sede de mercados internacionais. Mais ainda, garante a sanidade do Euro na relação de poder entre este e o Dólar.
É pois um instrumento imprescindível, muito embora esteja hoje em cima da mesa a discussão da alteração dos seus termos, e como tal não deve em situação alguma ser posto em causa, como bem sabiam a França e a Alemanha quando aderiram a UEM (União Económica e Monetária) e mais tarde à Eurolândia.
Quanto ao Conselho, cumpre-lhe retirar da anulação feita pelo TJUE os ensinamentos bastantes e compreender que se deseja um PEC menos apertado, terá de negociar entre os Estados Membros (EM) a sua revisão nos termos que todos vierem a entender serem os melhores.
Quanto ao TJUE cumpre-lhe manter a sua posição de fiel depositário do cumprimento da legalidade na União.
E quanto à Comissão, cumpre-lhe defender o Euro enquanto moeda da Eurolândia e tudo fazer para garantir a sua estabilidade e fiabilidade, nomeadamente, através do PEC. Mas não será tarefa fácil para Durão Barroso, que em Portugal tanto pugnou - como Primeiro-Ministro - pelo estrito cumprimento do PEC, especificamente do défice e que, depois, em sede de Conselho instruiu a Ministra das Finanças do seu Governo para que esta deixasse passar as falhas da França e Alemanha, votando a favor da suspensão dos processos de sanção.
Agora Durão, futuro Presidente da Comissão, terá que explicar como é que vai manter a política de defesa do sancionamento da França e Alemanha em face da votação por si determinada em sede de Conselho. Estaremos cá para ver.
Eles vêm ai!
Estão já a chegar e cumpre-me dizê-lo, SEJAM BEM VINDOS A FARO!
Os destinatários desta frase de recepção são os motards que vêm à Concentração de Motas de Faro.
A frase é de recepção e é sincera. Mas eu não sou recepcionista, daí que não tenha que ficar a gramar a invasão de mais de 30.000 pessoas e respectivas motos com os seus roncos acopulados.
A cidade fica bem entregue a quem cá conseguir estar, eu ficarei mas escondido o mais possível e evitando a todo o custo ter de me cruzar com os senhores deste fim-de-semana.
Nem todos são feios, porcos e maus, nem todos primam pela insanidade comportamental mas, lamento, a grande maioria sim.
Os homens não se medem pelas motos, ams o seu comportamento, por via de regra fica inexplicavelmente alterado quando estão a bordo de uma.
Temos pena.
Ontem entre um arroz de bacalhau com grelos, duas garrafas de branco e uma varanda virada à cidade tive mais uma daquelas noites de magia.
Ainda cá anda afinal a capacidade de me deleitar nas conversas, que são como as cerejas, desde de que o interlocutor seja daquela excelência indizível, a do brain storming.
Assim fui de janta com o José, fui de janta no embalo suave das conversas quentes de quem não teme a vontade de se revisitar acompanhado.
A noite foi de cão e gato. E flor (frase feita a quatro mãos, ou melhor, duas cabeças; eu e o José) e só hoje me apercebi que ali estavam o cão o gato e a flor.
José, caro e ardente amigo, saberás tão depressa quanto eu descobrir as identidades correspondentes.
É tão bom, meus caros, termos alguém que nos dá flores, todas e cada uma das vezes.
Polis (tica)!
O Partido Socialista (PS) entrou na era pós-Ferro, que será obviamente mantida até que haja uma era de alguém.
Entrou nela por força da demissão de Ferro Rodrigues (vv. A escolha do Presidente II – A esquerda! – 12/07/2004) e agora aguardam-se as evoluções (ainda não pavoneamentos, porque o tempo é de fracas reses) de José Sócrates, João Soares, Jorge Coelho, José Seguro e António Vitorino
Dizia-me o “eye of the tiger” «Venha dai o Jorge Coelhone!!!» em comentário que agradeço, mas não creio provável.
Para mim o perfeito seria, sem a menor sombra de dúvida, António Vitorino, quer porque o acho capaz de uma oposição responsável e combativa, quer porque o acho capaz de assumir as funções de Primeiro-Ministro (PM), tal como já afirmei noutra ocasião (Situação Política III – O Perfeito! – 29/06/2004).
A não ser António Vitorino, creio que nos ficaremos entre José Sócrates e João Soares. Os socialistas melhor do que eu saberão quem preferir para a sua liderança e eu, enquanto cidadão que pode ver qualquer deles aceder a PM, ainda me não consigo pronunciar.
Creio bem que não deixarão os socialistas passar o Seguro que o é só de nome, de aberrações já temos quanto baste e nada nos serve um velho desastrado preso no corpo de um novo para governar o pais ou para fazer oposição.
Parafraseando Venha dai um Vitorino! A oposição bem precisa e quiçá Portugal.
Post-scriptum: Tomara que não tenha eu que fazer um post sobre este assunto no âmbito da Polis (tiquice)!
Não sei como vos posso explicar isto, ou melhor, sei mas não o quero fazer, mas a verdade é que me lembro perfeitamente de Maria de Lurdes Pintasilgo (MLP) como Primeira – Ministra (PM) de Portugal.
Isto apesar de a mesma ter sido líder do V Governo Constitucional, Governando entre 7 de Julho de 1979 e 3 de Janeiro de 1980, altura em que eu tinha apenas 5 anos.
O que é certo é que me lembro de MLP e que deve à mesma ser prestado tributo, mais que não seja, pelo facto de ter sido a primeira e única mulher a chefiar um Governo em terras Lusas.
Fê-lo durante 100 dias, por iniciativa o então Presidente da República (PR) General Ramalho Eanes e na sequencia da queda do Governo de Mota Pinto, ficando o seu Governo conhecido pelo “Governo dos 100 dias”.
Mas, mais que tudo isto, é da MLP posterior ao seu lugar de PM que me lembro, nas entrevistas, nas crónicas e no comentário, onde sempre me pareceu certa do que desejava para o seu pais e para os seus compatriotas e munida duma férrea vontade ser clara e esclarecedora quanto aos seus pontos de vista e ideais.
Desta lembro-me e terei por certo saudades, as cabeças pensantes, serenas, sérias e determinadas são sempre uma enorme perda e creio que a perda de MLP o é, como deve ser a perda de alguém que, salvo melhor opinião, ocupava já o lugar de senator neste pais.
Aqui fica o tributo possível, pelas razões possíveis para alguém com o meu conhecimento.
Recebi um e-mail que em convidava a assinar uma petição que solicitava o seguinte:
Mensagem da remetente:
A Comissão Europeia pretende obrigar as bibliotecas a pagar às editoras os direitos sobre os livros emprestados.
Adivinhem quem é que irá pagar a factura...
Isto será aplicado a todas as bibliotecas, incluindo as escolares.
Não me parece a melhor forma de contribuir para o aumento dos hábitos de leitura dos portugueses...
Como forma de protesto, sugiro-lhes que assinem a petição em
http://www.PetitionOnline.com/PetBAD/
A petição e o seu teor podem vê-los na morada supra referida.
Cumpre, antes de mais, dizer que nada me opõe a uma petição do teor da que me foi remetida, excepto o facto da mesma ser desprovida, tanto quanto me é possível entender, de fundamento.
E é-o porque, em legislação nacional aprovada posteriormente à referida Directiva, o Governo Português usou o poder que a mesma Directiva lhe dava para, isentar as bibliotecas públicas portuguesas, entre outras instituições, do pagamento de quaisquer quantias resultantes da aplicação da referida Directiva.
Daqui decorre que, ainda bem que temos portugueses alertas para estas questões, mas ainda mal que essas mesmas pessoas que têm o desvelo de detectar estas situações não o tenham relativamente à sua criteriosa análise.
Na tentativa de contribuir para o esclarecimento cabal da questão podem de seguida ler uma análise, esclarecedora tanto como me foi possível e salvo melhor opinião, da Directiva e o endereço para acesso ao seu texto integral.
Importa, para uma correcta análise da questão em apreço, fazer uma análise da Directiva 92/100/CEE, de 19 de Novembro de 1992.
Cumpre para tal análise, no âmbito do assunto que ora nos ocupa, referir que a Directiva define como comodato, a colocação à disposição, de originais ou cópias de obras protegidos por direitos de autor ou direitos conexos, para utilização, por estabelecimentos acessíveis ao público, durante um período de tempo limitado e sem benefícios económicos ou comerciais, directos ou indirectos.
Determina a Directiva que, os Estados-Membros (EM) devem prever o direito exclusivo de autorizar ou proibir o comodato de originais ou cópias de obras protegidos por direitos de autor e direitos conexos.
Tal direito deverá ter como titulares o autor, o artista intérprete ou executante, o produtor de fonogramas e o produtor das primeiras fixações de um filme.
Assim, devem os EM determinar que estes, em exclusivo, possam autorizar ou proibir o comodato das suas obras.
Mais refere a Directiva que, os EM podem derrogar o direito exclusivo dos autores de autorizar ou proibir o comodato público das suas obras, desde que, pelo menos os autores aufiram remuneração por conta de tais comodatos, podendo os EM fixar livremente tal remuneração tendo em conta os seus objectivos de promoção da cultura.
Por último, o mais relevante, os EM podem isentar determinadas categorias de estabelecimentos (leia-se entre outras as bibliotecas) do pagamento da remuneração acima referida.
Para consulta da Directiva vv.
http://europa.eu.int/smartapi/cgi/sga_doc?smartapi!celexapi!prod!CELEXnumdoc&lg=PT&numdoc=31992L0100&model=guicheti
Polis (tica)!
A esquerda portuguesa, e quando aqui refiro esquerda refiro-me em termos de espectro parlamentar ao PS, Verdes, Bloco e PCP, ficou sem Rei nem roque.
Acreditaram sempre que o Presidente da República (PR) teria a manutenção dos ideais de esquerda e a não viragem acentuada à direita, como razões para determinar a dissolução da Assembleia da República (AR) e a consequente marcação de eleições antecipadas.
Mas não foram capazes de fazer passar para o PR, a ideia da direita desvairada e desregrada, populista e demagoga, que tanto apregoaram significar a junção de Pedro Santana Lopes (PSL) e Paulo Portas (PP).
Pois é, o PR não convencido cabalmente dos perigos desta direita chamou-a a formar Governo, crente na força e maturidade da Democracia portuguesa para reagir a quaisquer extremismos - o que me parece uma opção que só dignifica a nossa democracia e talvez represente um passo de gigante para a mesma. É que a democracia portuguesa tem 30 anos e precisa que nela confiem e acreditem – não lhes deu o esperado sufrágio.
O PCP, pareceu-me nem querer acreditar que o PR, sempre ala esquerda do PS, pudesse ter feito tal coisa, criticou, como lhe assiste, mas ficou no vazio de ter de lutar contra dois fenómenos de capacidade de aproximação a uma faixa larga do elitorado, não será nada fácil.
O Bloco reagiu, coerente com a sua linha política, e será agora, provavelmente mais do que nunca, o líder da oposição (salvo melhoras do PS), já que terá como opositores um Governo e uma maioria que sendo mais populista e demagoga, melhor se adequa à sua linha de oposição, tantas vezes tão ou mais demagoga que os Governos a quem se tem oposto.
Os Verdes, existem porque existem, a reboque e para ajudar a juntar boletins ao PCP, são o que são e, se calhar, o que podem ser num pais ainda tão pouco verde. Quedam-se por conviver e auxiliar o PCP a conviver com o novo Governo.
O PS, quedou-se mudo e quedo… em choque, acredito eu!
Ana Gomes, desenfreada e desbocada, colocou o partido em situação de ainda maior choque ao questionar a opção política do partido ao apoiar o PR aquando das suas duas eleições e esquecendo que o PS também é o que é devido a Sampaio.
A senhora, que bem andou em Timor, desde que voltou à Lusa pátria só dá tiros nos pés, sendo impulsiva e inconsequente e, depois, teme a direita a quem acusa dos mesmíssimos defeitos.
Ferro Rodrigues, o maior perdedor de toda a situação política criada com a saída de Durão Barroso, comportou-se à altura e em nada ficou diminuído na sua condição de homem de bem e de valores, não obstante, insusceptível de ser indicado para Primeiro-Ministro (PM).
A sua demissão do cargo de presidente do PS, tem a honra de demonstrar que percebeu que o PR considerou que marcando eleições e vencendo o PS, não era Ferro que desejava ver no lugar de PM.
A sua demissão tem o condão de lhe evitar uma vitória escassa ou mesmo uma derrota no congresso do partido já tão próximo.
A sua demissão dá a um novo líder do PS espaço para, desapegado do caso casa pia, caladas as discórdias internas, cada vez mais acesas, em face de um líder recentemente eleito e em estado de bonança, criar uma nova acção de oposição, com um novo estilo – que se espera mais eficaz – e gerar em dois anos a vaga de fundo que lhe permita ascender ao poder.
Polis (tica)!
Para por fim à situação criada pela demissão do Primeiro-Ministro (PM), o Presidente da República (PR), no uso dos poderes que lhe são atribuídos constitucionalmente, decidiu chamar o PSD a apresentar nova personalidade para o lugar de PM, com base no facto de este ser o partido mais votado com assento parlamentar.
Decidiu está decidido.
E não obstante as minhas reticências face à figura indicada, Pedro Santana Lopes (PSL), parece-me que o PR agiu e decidiu pela forma mas concordante com o espírito da Lei Fundamental.
É que a dissolução da Assembleia da República só se pode verificar in extremis, em casos em que o PR se faz valer do seu sufrágio universal para garantir, frente à também sufragada AR, o regular funcionamento das instituições democráticas.
Ora o regular funcionamento destas não estava de facto em causa, senão vejamos.
O PR ouviu as delegações dos partidos com assento parlamentar e disseram-lhe, por certo, as do PSD e as do CDS-PP que, não obstante a demissão do PM estas garantiriam apoio parlamentar a um novo PM indicado pelo PSD, apoio parlamentar este maioritário na câmara.
Se um novo Governo tem da parte da AR confirmada a aceitação do seu programa e sustentabilidade parlamentar para governar, não pode o PR considerar que está posto em causa o regular funcionamento das instituições democráticas e, pois, não tem a razão de fundo que lhe permitir usar a figura da dissolução do Parlamento.
Bem andou o PR.
Para bem ou mal de Portugal? Veremos!
Com que custos imediatos, já falaremos.
É verdade tenho faltado a este meu compromisso, mas cá estou de volta.
Já agora cumpre esclarecer que as faltas se deveram a um excesso de afazeres profissionais concomitante com um adas minha poderosas amigdalites.
É assim a vida, agradecimentos aos amigos sempre fiéis nestas laturas de pouco ânimo.
O prometido é devido e o devido aqui o cumpro.
Parabéns selecção nacional, parabéns Portugal! Estamos na final de um Europeu, o nosso Europeu.
Feito único este e logo em terras Lusas.
O jogo foi, para mim, morno e a Holanda não foi um adversário tão difícil como se esperava.
A emoção essa foi grande e vivida com um abraço aos amigos do costume. O futebol assim é um encontro divino, obrigada Piki, Adriana, Carlitos, Paté, Jamir, Ana, Chil, Salvador, Primo, Prima e São.
O melhor do mundo está em ter-vos.
Ontem o meu amigo Jamir passou a vista por aqui, muito embora não tenha deixado rasto, e disse-me a sua opinião, chamando-me a atenção para situações de erros ortográficos.
Aqui vai para ele e para os demais o meu pedido de desculpas.
Mas melhor que pedir desculpas é efectuar alterações no processo de criação dos textos que permitam evitar a repetição dos erros, o que já foi feito, e corrigir os erros existentes, o que também já fiz.
Obrigada Jamir, ou qualquer outra pessoa, que me venha a assinalar faltas deste género.
Assim só melhorarei.