agosto 26, 2004

Mecano!

No Es Serio Este Cementerio

Colgado del cielo
por doce cipreses
doce apostoles de verde
velan doce meses
a la tapia en ruinas
que lo delimita
le han quitado algunas piedras
para hacer la ermita
tiene mi cementerio una fosa común
donde estamos los heroeas de Cuba
los domingos los negros no dejan dormir
pues les da por cantar misa luba

Y los muertos aqui lo pasamos muy bien
entre flores de colores
y los viernes y tal
si en la fosa no hay plan
nos vestimos y salimos.
Para dar una vuelta
sin pasar de la puerta eso si
que los muertos aqui
es donde tienen que estar
y el cielo por mi
se puede esperar

Este cementerio
no es cualquiera cosa
pues las lapidas del fondo
son de marmol rosa
y aunque hay buenas tumbas
estan mejor los nichos
porque cuestan mas baratos
y no hay casi bichos.

Luego en plan señorial
el panteon familiar
de los duques Medina y Luengo
que aunque el juicio final
nos trate por igual
aqui hay gente de rancio abolengo

Y los muertos aqui lo pasamos muy bien
entre flores de colores
y los viernes y tal
si en la fosa no hay plan
nos vestimos y salimos.
Para dar una vuelta
sin pasar de la puerta eso si
que los muertos aqui
es donde tienen que estar
y el cielo por mi
se puede esperar


Me Cuesta Tanto Olvidarte


Entre el cielo y suelo hay algo
con tendencia a quedarse calvo
de tanto recordar
y ese algo que soy yo mismo
es un cuadro de bifrontismo que
solo da una faz
la cara vista es un anuncio de Signal
la cara oculta es la resulta
de mi idea genial de echarte
me cuesta tanto olvidarte
me cuesta tanto olvidarte
me cuesta tanto
olvidar quince mil encantos
es mucha sensatez
y no se si sere sensato
lo que se es que me cuesta un rato
hacer cosas sin querer
y aunque fui yo quien decidio que ya no mas
y no me canse de jurarte que no habra
segunda parte
me cuesta tanto olvidarte
me cuesta tanto olvidarte


A música deles ainda me faz vibrar... eis as estupendas letras que me fizeram voar durante anos e ainda fazem!

Publicado por ripri em 03:40 PM | Comentários (1) | TrackBack

Resta!

Resta saber o que nos trás o sonho,
Resta o que vivemos,
Resta compreender o resto,
Restam restos.

O resto resta-nos em cada dia,
vivemos o resto em euforia; agonia!
Resta o resto de saber o que resta,
O que resta de nós em cada resto de vida.

Publicado por ripri em 03:26 PM | Comentários (1) | TrackBack

Só ela!

A curva o ser, o estar, o amar.
O mar, o sonhar, o ver, a vulva.
O vilipendiar o teu eu,
só porque sou o homem que gosta e,
abandona... que quer.
Que quer... e quer a vulva de ti,
não a ti, não tudo.
Só ela!

Publicado por ripri em 03:24 PM | Comentários (0) | TrackBack

agosto 25, 2004

Os meus blogs!

Tá de chuva e o vento lá fora, é o tempo das renas e veados e de outras ene coisas.

Eu fico por aqui, tergiversando, ao sabor de um chá de limão adoçado pelos cubos enresinados de açúcar que guardo num frasquinho cá em casa.

É um tempo incomensurável este; o que eu gosto de cá estar!

Publicado por ripri em 05:32 PM | Comentários (4) | TrackBack

Que enjoo me causam as avestruzes!

Polis (tica)!

Pela primeira vez em Portugal, as mulheres vão poder abortar em situação de segurança e em ambiente hospitalar digno de tal nome.

Pela primeira vez, um aborto terá como punição – desconsideradas todas as dificuldades clínicas e psicológicas de abortar – não um crime, mas quanto muito o enjoo de alto mar!

Obrigado Women on waves!

Que enjoo me causa que os deputados da Assembleia da República, pró-condenação do aborto, não ponham fim à morte e sevicias dos abortos ilegais!

Que enjoo me causam as avestruzes!

Publicado por ripri em 05:19 PM | Comentários (1) | TrackBack

agosto 23, 2004

Rotos!

Manuel Silva treinava com sapatilhas rotas! Manuel Silva já não treinava com as sapatilhas rotas!

Manuel Silva foi apoiado somente pelo seu clube! Manuel Silva foi apoiado pela sua federação!

Manuel Silva estava de boca rota! Manuel Silva já está coloquial e politicamente correcto!

Manuel Silca era um boca rota a quem a federação enfiou uma rolha, novinha, na goela?!

Publicado por ripri em 06:18 PM | Comentários (4) | TrackBack

Aconteceu!

Aconteceu!

Fui à praia, coisa rara, e estou pela primeira vez este ano bronzeado... perdi a cor esverdeada do inverno.

Para cúmulo ainda tive o prazer de ver o Francis fazer 9.86 segundos nos 100 metros, a prata olímpica e dois recordes... memorável!

E já é segunda-feira! Mais uma.....

Publicado por ripri em 06:02 PM | Comentários (0) | TrackBack

agosto 17, 2004

Alvissaras! Alvissaras! - A Cova da Iria!

Alvissaras! Alvissaras!

Os bares de alterne, vulgo casas de putas da Cova da Iria e arredores não são nada promíscuas, fazem-no em casa e em camas postas de lavado e de lençóis frescos do mais puro algodão.

Alvissaras! Alvissaras!

As quecas dadas dentro dos carros, nos parques de estacionamento do Santuário de Fátima, não são promíscuas – ainda que sejam engates de beira de estrada – é reprodução.

Alvissaras! Alvissaras!

Os filhos feitos e aqueles que se não fazem – entre casados e juntos e entre os parceiros destes e meio mundo - nas caravanas dos peregrinos não são promiscuidade são danos colaterais da peregrinação.

Alvissaras! Alvissaras!

Fechemos a Cova da Iria (ou da Onça) porque o lugar foi profanado (conselho da PSP).

Publicado por ripri em 04:43 PM | Comentários (3) | TrackBack

Lágrima de preta!

Encontrei uma preta
que estava a chorar
pedi-lhe uma lágrima
para a analisar

Recolhi a lágrima
com todo o cuidado
num tubo de ensaio
bem esterilizado

Olhei-a de um lado
do outro e de frente
tinha um ar de gota
muito transparente

Mandei vir os ácidos
as bases e os sais
as drogas usadas
em casos que tais

Ensaiei a frio
experimentei ao lume
de todas as vezes
deu-me o qu'é costume

Nem sinais de negro
nem vestígios de ódio
água (quase tudo)
e cloreto de sódio


António Gedeão

Publicado por ripri em 03:58 PM | Comentários (0) | TrackBack

Porque (ainda) é assim!

Sou urbano e gosto de o ser. Nasci em cidade e sempre nelas vivi, mas mantive sempre com o meio rural uma estreita ligação, especialmente com Moncarapacho - Olhão.

Ali passei longo tempo da minha infância aprendendo a chamar àquela terra casa.

Na passada semana fui tomar café a Moncarapacho e depois de me terem servido uma bica apanhei um estalo com luva de pelica.

Ao mesmo tempo um outro cliente pagava o seu consumo e, após o pagamento e se ter levantado para sair, a empregada do café sai do balcão a passo de corrida e fecha a porta do estabelecimento ficando a segura-la.

Pensei imediatamente que a senhora havia endoidecido e que impedia, com a sua inusitada atitude, o cliente - que já havia pago e tudo! – de sair e ir à sua vida. A minha cara deve ter espelhado claramente o meu espanto.

Espanto este que foi de imediato e para grande embaraço meu, substituído por uma cara de asno cheio de vergonha e emocionado.

A empregada mantinha-se na porta e lá fora passava, agora, um funeral!

A tradição ainda é o que era e relembra-la fez-me pensar no que cada um de nós vai perdendo com este embrutecimento de betão e correrias.

O comércio fecha as portas em sinal de respeito!

A emoção quase me saiu em forma de água e um pouquinho de cloreto de sódio.

Publicado por ripri em 03:55 PM | Comentários (3) | TrackBack

agosto 11, 2004

Finalmente!

Finalmente o finisterra ganhou um cabeçalho condigno.

Depois de ter pedido a todas as pessoas que conheço e entendem desta história do HTML, do flash e de outros fenómenos da informática, ei-lo aqui no topo da página.

Ei-lo! E eis a ficha técnica:

Design e concepção técnica e artística - PIKI

Introdução no blog - MICHAEL

Texto e martelamento do código (martelamento; acção praticada por quem não percebe nada de HTML, com o intuito de conseguir resultado que não sabe atingir) - Ripri

OBRIGADO a todos!

Publicado por ripri em 03:40 PM | Comentários (4) | TrackBack

agosto 10, 2004

Elefantíase!

Eis-me de volta depois de uma interrupção motivada por um ataque de elefantíase provocado por um abcesso.

Eis-me, de facto, de volta, muito embora sem grande inspiração – aqui me confesso.

Publicado por ripri em 05:56 PM | Comentários (4) | TrackBack

agosto 02, 2004

Silêncio e Tanta Gente!

Às vezes é no meio do silêncio
Que descubro o amor em teu olhar
É uma pedra
Ou um grito
Que nasce em qualquer lugar

Às vezes é no meio de tanta gente
Que descubro afinal aquilo que sou
Sou um grito
Ou sou uma pedra
De um lugar onde não estou

Às vezes sou também
O tempo que tarda em passar
E aquilo em que ninguém quer acreditar

Às vezes sou também
Um sim alegre
Ou um triste não
E troco a minha vida por um dia de ilusão
E troco a minha vida por um dia de ilusão

Às vezes é no meio do silêncio
Que descubro as palavras por dizer
É uma pedra
Ou um grito
De um amor por acontecer

Às vezes é no meio de tanta gente
Que descubro afinal p'ra onde vou
E esta pedra
E este grito
São a história d'aquilo que sou

"Silêncio e tanta gente" - Maria Guinot

Publicado por ripri em 03:40 PM | Comentários (1) | TrackBack